Recentemente tive uma experiência muito enriquecedora como Consultor pelo Setec Consulting Group dos projetos de Green Belt no cliente Caixa Vida e Previdência, dentro do Programa Impulso CVP, conduzindo um Workshop da etapa Analisar do DMAIC.
E saí desse encontro com uma convicção ainda maior: quando conseguimos colocar as pessoas certas na mesma mesa, a metodologia Lean Six Sigma ganha uma força muito maior.
O Workshop contou com a participação de diversos gestores, stakeholders e profissionais diretamente envolvidos nos processos. E o resultado foi muito positivo.
Um dos grandes diferenciais foi justamente a diversidade de perspectivas. Cada gestor trouxe sua experiência, conhecimento do processo e visão do negócio para discutir as causas potenciais que poderiam estar contribuindo para o problema.
De uma forma bastante dinâmica e colaborativa, as causas potenciais eram levantadas pelos participantes e adicionadas por meio de post-its diretamente no Brown Paper, permitindo que todos visualizassem a construção do Ishikawa em tempo real, contribuíssem com novas ideias e discutissem coletivamente cada hipótese.
Construímos juntos o Diagrama de Ishikawa, discutindo cada causa levantada: Essa causa realmente pode contribuir para o problema? Qual a relação com o processo? É relevante ou estamos apenas supondo?

Essa discussão fez toda a diferença.
Ao final, tivemos muito poucas causas consideradas irrelevantes, justamente porque o conhecimento dos participantes permitiu qualificar e amadurecer as hipóteses antes de avançarmos para as próximas etapas.
Mas não paramos no Ishikawa.
Na sequência, utilizamos a Matriz 2×2 de Impacto x Esforço, buscando entender quais causas potenciais poderiam ter maior impacto sobre o X analisado e quais apresentavam maior ou menor esforço para serem tratadas.
Essa priorização foi fundamental para direcionar o próximo passo: os 5 Porquês.
Ou seja, não se tratou simplesmente de preencher ferramentas do Lean Six Sigma. Construímos uma linha lógica de análise:
Problema – Causas potenciais – Ishikawa – Priorização Impacto x Esforço – 5 Porquês – Causa raiz.
E talvez o principal aprendizado tenha sido justamente esse.
O valor está na construção conjunta
Existe uma diferença enorme entre simplesmente apresentar uma metodologia em um treinamento e fazer com que as pessoas vivenciem a metodologia aplicada a um problema real do negócio.
Quando o gestor participa da discussão, questiona uma causa, sugere outra, ajuda a priorizar e contribui para encontrar a causa raiz, ele deixa de ser apenas um participante do projeto.
Ele passa a ter a sensação de:
“Eu fiz parte disso.” “Essa dor também é minha.” “Eu ajudei a construir.”
E isso aumenta significativamente o senso de dono, o engajamento e a sustentabilidade das futuras soluções.

Workshop + Treinamento + Workshop + Coaching
Na minha visão, esse modelo potencializa muito a jornada de formação Green Belt.
O treinamento apresenta a metodologia.
O Workshop conecta a metodologia ao negócio e às pessoas que conhecem o processo.
E o Coaching dá sustentação para que os Green Belts consigam aplicar as ferramentas, analisar os dados e conduzir o projeto até os resultados.
Por isso, acredito que o Workshop antes do Coaching faz diferença.
Ele cria um ambiente colaborativo, acelera a construção dos projetos, aumenta a qualidade das hipóteses e, principalmente, aproxima a metodologia da realidade do cliente.
Um modelo que deveríamos ampliar
Experiências como essa reforçam minha percepção de que nós, da Setec Consulting Group , estamos no caminho correto ao incorporar esse formato de atuação em nossas propostas com clientes de forma cada vez mais estruturada.
Porque, quando um cliente percebe na prática que o Lean Six Sigma consegue reunir diferentes áreas, estruturar problemas, eliminar achismos, priorizar esforços e direcionar a busca pela causa raiz, ele não está apenas aprendendo uma metodologia.
Ele está experimentando a transformação na prática.
E isso gera valor real para o negócio, pois no final, Lean Six Sigma não é apenas sobre ferramentas. É sobre pessoas, problemas reais, decisões baseadas em dados e construção conjunta de resultados.