Ir para o conteúdo
Logotipo Branco Setec
  • Segmentos
    • Automotive
    • Industry
    • Service
    • Healthcare
  • Sobre nós
  • Agenda
  • BX Summit
  • MBA Setec
  • Blog
  • Fale conosco
  • Segmentos
    • Automotive
    • Industry
    • Service
    • Healthcare
  • Sobre nós
  • Agenda
  • BX Summit
  • MBA Setec
  • Blog
  • Fale conosco

LOGIN

orbis-branco-vertical
ARG
brasil
Logotipo Branco Setec

LOGIN

orbis-branco-vertical
ARG
brasil
  • Segmentos
    • Automotive
    • Industry
    • Service
    • Healthcare
  • Sobre nós
  • Agenda
  • BX Summit
  • MBA Setec
  • Blog
  • Fale conosco
  • Segmentos
    • Automotive
    • Industry
    • Service
    • Healthcare
  • Sobre nós
  • Agenda
  • BX Summit
  • MBA Setec
  • Blog
  • Fale conosco

LOGIN

orbis-branco-vertical
ARG
brasil
Logotipo Branco Setec
  • Segmentos
    • Automotive
    • Industry
    • Service
    • Healthcare
  • Sobre nós
  • Agenda
  • BX Summit
  • MBA Setec
  • Blog
  • Fale conosco
  • Segmentos
    • Automotive
    • Industry
    • Service
    • Healthcare
  • Sobre nós
  • Agenda
  • BX Summit
  • MBA Setec
  • Blog
  • Fale conosco

São quatro da manhã. Estou ao lado do leito da minha mãe e pensando no hospital que precisamos construir.

  • setembro 10, 2026

Últimas publicações

Inteligência artificial na indústria: por que ela não chega ao chão de fábrica?

Resposta rápida: entre 2022 e 2024, a inteligência artificial na...

Leia mais8 de outubro de 2026

GD&T ganha importância com ciclos mais curtos e manufatura digital

A ISO (International Organization for Standardization) está finalizando a segunda...

Leia mais7 de outubro de 2026

Como o SMED pode ser aumentado por IA

O SMED (Single-Minute Exchange of Die) é uma das metodologias...

Leia mais6 de outubro de 2026

Atingir o OEE nunca foi tão complexo: linhas compartilhadas, mais produtos, mais setups

O OEE (Overall Equipment Effectiveness) nasceu em um contexto industrial...

Leia mais6 de outubro de 2026

Depois de acompanhá-la da emergência a quase duas semanas de internação, comecei a perceber uma contradição: nunca produzimos tanta informação sobre nossos pacientes, mas ainda temos enorme dificuldade para conectar aquilo que sabemos sobre eles.

São quatro da manhã. Estou ao lado do leito da minha mãe, internada há quase duas semanas. Nesse período, acompanhei exames, avaliações, mudanças de conduta e uma das conversas mais difíceis para uma família: a discussão sobre cuidados paliativos.

Desta vez, porém, não estou dentro do hospital como consultor, professor ou alguém interessado em analisar processos. Estou aqui como filho. E talvez seja justamente por isso que algumas coisas que sempre estudei sobre gestão hospitalar, qualidade e Excelência Operacional tenham adquirido outro significado. Quando estamos do outro lado, percebemos aspectos do cuidado que dificilmente aparecem em um dashboard.

Minha mãe não chegou sem história. Há anos é acompanhada por médicos e acumula exames, imagens e tratamentos. Ainda assim, não fomos procurados de forma estruturada para reconstruir essa trajetória ou conectar os profissionais que já a conheciam.

Na prática, é como se uma parte importante da história clínica começasse novamente na porta da emergência. E isso produz uma contradição difícil de ignorar: talvez um dos grandes problemas dos hospitais não seja a falta de informação, mas a incapacidade de conectar as informações que já existem.

O paciente tem uma história. O hospital enxerga um episódio.

A medicina sabe o valor de um baseline e de acompanhar tendências. Mesmo assim, convivemos com sistemas fragmentados e prontuários que registram bem o episódio atual, mas conhecem pouco do que aconteceu fora da instituição.

Durante a internação, minha mãe realizou diversos exames, muitos certamente necessários. Ainda assim, cada exame pode impor jejum, deslocamento, espera, dor, ansiedade e risco. A pergunta não deveria ser apenas se podemos realizá-lo, mas o que esperamos aprender, qual decisão ele pode modificar e se o benefício justifica o ônus para o paciente.

Produzir informação não é o mesmo que produzir cuidado. Podemos acumular exames, imagens e laudos sem reduzir a incerteza que importa. Talvez devêssemos discutir a produtividade clínica da informação: quanto do que produzimos realmente melhora uma decisão?

Nunca tivemos tantos dados. Isso não significa que nunca estivemos tão bem informados.

Alarmes salvam vidas, mas a exposição excessiva a sinais não acionáveis pode dessensibilizar profissionais e aumentar a ansiedade. Para quem está ao lado de alguém que ama, um sensor deslocado e uma emergência real podem produzir o mesmo medo.

Mais uma vez, chegamos ao mesmo ponto, dado, informação e conhecimento não são a mesma coisa. Um hospital tecnologicamente avançado não deveria ser apenas aquele capaz de medir mais variáveis, mas aquele capaz de transformar essas medições em sinais clinicamente relevantes e decisões melhores.

Quando muitos cuidam, quem integra o cuidado?

Houve momentos em que não estava claro quando ocorreria a passagem médica, qual era o plano do dia, o que havia mudado ou como diferentes avaliações formavam uma estratégia comum. Não se trata de exigir certezas, mas de evitar que a organização acrescente uma segunda incerteza à incerteza da doença.

Isso se tornou ainda mais evidente na discussão sobre cuidados paliativos. Essas conversas exigem clareza sobre prognóstico, conforto, objetivos do tratamento e preferências do paciente. Cuidados paliativos não significam ausência de cuidado; exigem definir qual cuidado faz sentido para aquela pessoa.

E se redesenhássemos a arquitetura do cuidado?

A nova arquitetura poderia começar na admissão, com uma reconciliação da história clínica longitudinal: quem acompanha o paciente, quais informações anteriores importam, quais exames permitem comparação e como acessar rapidamente quem detém esses dados.

O segundo elemento seria um plano de cuidado único, vivo e compreensível: onde estamos, quais são os principais problemas, o objetivo daquele dia, as decisões pendentes e o que precisa acontecer para avançarmos.

Também é preciso definir quem integra o plano. Não se trata de criar um “dono do paciente”, mas de reconhecer que responsabilidade distribuída sem coordenação pode se tornar responsabilidade fragmentada.

Exames, monitorização, prontuários e inteligência artificial deveriam estar organizados ao redor das decisões. O objetivo não é produzir menos dados, mas aumentar a proporção de informação que melhora uma decisão ou modifica o cuidado.

Talvez faltem outros indicadores nos nossos hospitais

Gostaria de saber quantos pacientes identificam quem coordena seu cuidado, compreendem o objetivo terapêutico do dia e sabem o que precisa acontecer para o próximo passo. Esses indicadores revelariam a capacidade de transformar conhecimento distribuído em cuidado coordenado.

Precisamos integrar a história anterior à internação atual, conectar especialistas em torno de um plano comum, relacionar exames às decisões que justificaram sua realização, transformar monitorização em sinais relevantes, incorporar cuidados paliativos quando fizerem sentido e permitir que paciente e família compreendam aquilo que está acontecendo. Acima de tudo, precisamos parar de tratar cada episódio como se a pessoa começasse a existir clinicamente quando atravessa a porta do hospital.

São quatro da manhã e continuo ao lado do leito da minha mãe. Quando voltar aos hospitais como gestor, continuarei perguntando sobre eficiência, segurança e produtividade. Mas acrescentarei outra pergunta: este hospital consegue conectar tudo o que sabe para cuidar de uma pessoa inteira? Escolha cinco pacientes e descubra se a equipe conhece sua história, se alguém coordena o cuidado e se o plano do dia é compreendido. Talvez isso revele o que os dashboards não mostram.

Talvez esse seja um dos grandes desafios da gestão em saúde, precisamos administrar milhares de pacientes por meio de números sem permitir que os números nos façam esquecer que ninguém é internado como média, ninguém sente dor como percentual e nenhuma família vive uma internação como indicador. No final, a qualidade de um sistema de saúde precisa existir estatisticamente, mas também precisa ser reconhecível no cuidado de uma única pessoa.

E quero ampliar essa discussão, se você pudesse redesenhar hoje um único elemento da arquitetura do cuidado hospitalar, por onde começaria?

➡️ Conheça nosso canal no Youtube
➡️ Confira mais artigos

Foto de Cristiano Gomes

Cristiano Gomes

Master Black Belt pelo Setec Consulting Group, graduado em Ciências Econômicas com MBA em Gerenciamento Empresarial. Como gestor nas áreas de Operações, Logística e Administração, atuando em empresa de grande porte por todo o Brasil, adquiriu sólida e robusta experiência em coaching de projetos, gestão de pessoas, negociação com clientes, fornecedores e órgãos governamentais, formação de equipes, análise e implantação de projetos de melhorias e excelência operacional, definição de indicadores e metas, pra processos administrativos e produtivos.
Linkedin-in Instagram Youtube

NEWSLETTER

Inscreva-se para atualizações exclusivas direto no seu e-mail!

A Setec faz parte do WEPs Women’s Empowerment Principles

SETEC CONSULTING EDUCACAO, CONSULTORIA E EDITORA LTDA. CNPJ: 07.615.386/0001-95 Avenida das Nações Unidas 12.399 - Cj 121A São Paulo - SP - CEP 04578-000 - Brasil Fone: (11) 5051-3933

SEGMENTOS

  • Automotive
  • Healthcare
  • Industry
  • Service

INSTITUCIONAL

  • Sobre nós
  • Fale conosco
  • Certificado
  • FAQ

SEGURANÇA

  • Política de privacidade
  • Termos de uso
  • Central de privacidade
  • Código de Ética

© 2026 All rights reserved

Powered by NOVE HuB

Certificado

Solicite seu certificado através deste e-mail: certificado@setecnet.com.br