Uma análise baseada em mais de 500 mil testes de baterias trouxe uma boa notícia para o mercado de veículos elétricos: aos 150 mil quilômetros, os modelos avaliados apresentaram medianas de estado de saúde entre 87% e 94%.
O levantamento, realizado pela Aviloo, comparou 20 modelos usados de diferentes fabricantes. Os resultados ajudam a afastar a percepção de que as baterias necessariamente perdem grande parte de sua capacidade em poucos anos. Mas o estudo revelou outro ponto importante: veículos do mesmo modelo e com quilometragens semelhantes podem apresentar diferenças superiores a dez pontos percentuais no estado de saúde da bateria. Temperatura, hábitos de recarga e condições de utilização influenciam diretamente sua degradação.
Por isso, idade e quilometragem não são suficientes para avaliar uma bateria usada. Será necessário medir e medir bem.
Esse cenário abre uma nova aplicação para o MSA (Análise dos Sistemas de Medição). Os equipamentos e métodos utilizados para determinar o estado de saúde da bateria precisarão demonstrar repetibilidade, reprodutibilidade, estabilidade e rastreabilidade. Sem um sistema de medição confiável, dois testes podem atribuir valores diferentes ao mesmo veículo, afetando preço de revenda, garantia, manutenção e decisão de substituição.
A boa notícia é que as baterias parecem durar mais do que muitos consumidores imaginavam. O próximo desafio da qualidade será assegurar que todos consigam medir essa durabilidade com confiança.
Fonte: Notícias Automotivas — estudo sobre a durabilidade das baterias