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Aplicando a Lógica da Prevenção e da Longevidade e Cuidado com a Saúde ao SUS

  • janeiro 21, 2026

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Aplicar a lógica da prevenção, da longevidade e do cuidado contínuo ao SUS é uma estratégia decisiva para garantir sustentabilidade, capacidade assistencial e impacto populacional em larga escala. Evidências nacionais e internacionais demonstram que investir em Atenção Primária, vacinação, rastreamento e gestão ativa de riscos reduz internações, custos e mortalidade, liberando recursos para cuidados mais resolutivos. Em um sistema universal como o SUS, pequenas reduções de risco, quando aplicadas de forma massiva e contínua, produzem ganhos epidemiológicos e econômicos expressivos, reforçando que prevenir é mais eficaz, mais barato e mais sustentável do que tratar doenças avançadas.

Principais pontos do artigo

  • O SUS atende mais de 190 milhões de pessoas, e cada internação evitada amplia capacidade e reduz custos
  • A medicina da longevidade reforça a necessidade de intervenções precoces e gestão contínua de riscos
  • Evidências mostram que prevenção pode reduzir em até 50% o risco de mortalidade em populações acompanhadas
  • A vacinação contra COVID-19 evitou milhões de internações e economizou dezenas de bilhões de reais
  • Programas de rastreamento e imunização geram retorno econômico entre 3 e 7 vezes o investimento
  • Experiências internacionais comprovam reduções sustentadas de internações e doenças crônicas
  • Uma política nacional integrada de prevenção pode evitar até 35% das internações anuais no Brasil

O Sistema Único de Saúde ocupa posição singular no cenário global por sua escala, capilaridade e universalidade. Atende mais de 190 milhões de brasileiros, realiza cerca de 4 bilhões de procedimentos por ano, conduz campanhas de vacinação de alcance nacional e entrega desde cuidados primários até tratamentos de alta complexidade. Em um país marcado por desigualdades e extensão territorial, a prevenção assume papel estratégico. Cada internação evitada libera leitos, reduz custos e aumenta a capacidade assistencial. Quando a sobrecarga diminui nos níveis de urgência e alta complexidade, cria-se espaço para ampliar a resolutividade da Atenção Primária em Saúde, onde consultas adequadas previnem agravamentos e desafogam UPAs.

A discussão sobre prevenção ganha densidade quando observamos o avanço da medicina da longevidade. Peter Attia, em “Outlive”, defende que o sistema tradicional intervém tarde demais. Seu modelo, chamado Medicine 3.0, propõe uma abordagem proativa orientada a quatro pilares: exercício estruturado, nutrição adequada, sono e gestão emocional. Estudos citados por Attia, como o Harvard Alumni Health Study e a Cardiorespiratory Fitness Meta-analysis 2019, mostram reduções de até 50% no risco de mortalidade geral entre indivíduos em altos percentis de aptidão cardiorrespiratória. A consequência é objetiva: sistemas que não priorizam prevenção acabam presos ao tratamento de doenças avançadas, enfrentando custos crescentes e impacto clínico limitado.

O mercado global segue a mesma direção. Segundo o Longevity Technology Market Report 2024, o setor de longevidade já ultrapassa 200 bilhões de dólares anuais em investimentos, abrangendo biotecnologia, terapias metabólicas, wearables e plataformas de monitoramento contínuo. O Bank of America projeta que essa economia atingirá 600 bilhões de dólares até 2030. Países como Estados Unidos, Reino Unido, Israel e Singapura adotam programas que combinam rastreamento profundo, medicina personalizada e vigilância ativa. Essa tendência reforça premissas essenciais para o SUS: intervir cedo, medir continuamente e impedir que riscos evoluam para condições de alta complexidade e baixo retorno terapêutico.

A aplicação prática dessa lógica no Brasil pode ser observada durante a pandemia. A vacinação contra COVID-19 evitou cerca de 1,2 milhão de internações e 350 mil mortes entre 2021 e 2022. A campanha custou aproximadamente 24 bilhões de reais. O tratamento dos casos graves ultrapassaria 150 bilhões. Cada paciente crítico consumia entre 20 mil e 50 mil reais, enquanto cada dose de vacina custou menos de 100 reais. Consultas oportunas na APS também contribuíram para reduzir complicações e internações evitáveis. A prevenção mostrou-se mais barata, mais eficaz e decisiva para preservar a capacidade operacional do sistema.

Esse padrão se repete em outras áreas. A vacinação contra gripe reduz entre 30 e 40 por cento as internações por complicações respiratórias em idosos. O rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de HPV custa de 50 a 80 reais por mulher, enquanto o tratamento de câncer avançado supera 40 mil reais por paciente. A OPAS estima que cada real investido em imunização gera economia entre 3 e 7 reais. Em um sistema universal, pequenas reduções de risco se traduzem em impacto populacional expressivo.

Apesar das evidências, a prevenção ainda aparece de forma fragmentada no orçamento federal. Iniciativas como a Estratégia Saúde da Família e o Programa Nacional de Imunizações desempenham papel fundamental, mas falta uma política integrada de prevenção com metas claras, gestão populacional contínua e previsibilidade orçamentária. Estimativas da Fiocruz sugerem que até 35% das internações anuais poderiam ser evitadas com ações estruturadas de prevenção. Em um sistema de milhões de internações, isso representa ganhos epidemiológicos e econômicos significativos.

Experiências internacionais mostram caminhos possíveis. A província de British Columbia, no Canadá, reorganizou investimentos em equipes comunitárias, rastreamento digital e acompanhamento longitudinal e reduziu em 11 por cento as internações por complicações de diabetes em dez anos. A Finlândia reformulou padrões alimentares por meio de campanhas persistentes ao longo de décadas e reduziu em mais de 70% a mortalidade cardiovascular, conforme documentado no BMJ. Singapura integrou aplicativos de saúde, incentivos financeiros e acompanhamento primário no programa Healthier SG, reduzindo em 12% as internações relacionadas a doenças crônicas. A Austrália opera programas remotos como o Get Healthy NSW, que geram economia média de 720 dólares australianos por participante. Os resultados convergem para uma mesma conclusão: prevenção sustentada ao longo do tempo altera trajetórias de saúde em escala populacional.

No Brasil, o SUS poderia avançar ao fortalecer vigilância ativa, monitoramento contínuo de riscos crônicos, programas de alimentação saudável, estímulo à atividade física e ferramentas digitais de gestão de risco. Intervenções pequenas aplicadas de forma massiva produzem grandes resultados em sistemas universais. A consolidação de um orçamento nacional de prevenção, acompanhada de relatórios anuais que detalhem investimentos, economia gerada e desfechos alcançados, daria previsibilidade e permitiria planejamento de longo prazo.

A pandemia reforçou que, embora não seja possível prevenir o surgimento de um novo agente patogênico, é possível reduzir drasticamente seu impacto ao manejar comorbidades, fortalecer a saúde metabólica e garantir acesso oportuno à Atenção Primária. Populações com melhor condição basal resistem melhor a doenças graves e mantêm menor taxa de complicações. Aplicada à escala monumental do SUS, essa lógica redefine o futuro da saúde pública: prevenir continua sendo mais eficaz, mais econômico e mais sustentável do que tratar condições avançadas.

Referências:

  • Attia, P. (2023). Outlive: The Science and Art of Longevity. Harmony Books.
  • Bank of America Global Research. (2024). Longevity Industry Market Outlook.
  • BMJ. (2001). The North Karelia Project: Cardiovascular disease prevention in Finland.
  • Fiocruz & IEPS. (2023). Impacto da vacinação na pandemia de COVID-19 no Brasil.
  • Harvard University. (1995). Harvard Alumni Health Study.
  • Ministério da Saúde. (2023). Boletim Epidemiológico de Influenza.
  • OPAS. (2022). Retorno econômico da imunização na América Latina.
  • Population Health Surveillance. (2023). Chronic Disease Prevention Outcomes in British Columbia.
  • Singapura, Ministry of Health. (2023). Healthier SG Annual Report. 
  • Sloan, R. A. et al. (2019). Cardiorespiratory Fitness and Mortality Meta-analysis. Journal of Sports Medicine.
  • Longevity Technology. (2024). Longevity Market Report 2024.
  • Preventive Medicine. (2020). Economic Impact of the Get Healthy NSW Program.

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Gilberto Strafacci

Vice-Presidente do Setec Consulting Group. Cientista de Dados, Especialista em Inovação e Gestão, Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Certified Master Black Belt, Certified Scrum Master, Certified Agile Coach, Certified Kanban Professional, Certified Agile Trainer, Certified RPA COE Manager, RPA Developer e RPA Business Analyst, Certified Manager 3.0, Certified LEGO Serious Play Facilitator.
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