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Artigo

ECONOMIA CRIATIVA

ECONOMIA CRIATIVA: UMA NOVA VISÃO DE DESENVOLVIMENTO.

 

*Francisco Moura

Idéias criativas, nos suas mais variadas concepções estão aceleradamente substituindo o capital e as mercadorias na dinâmica do processo de desenvolvimento econômico e social. A professora Ana Carla Fonseca Reis, sabiamente diz de forma bastante didática que “em termos econômicos, a criatividade é um combustível renovável e cujo estoque aumenta com o uso”. Quando fazemos referência ao que modernamente procura-se definir como economia criativa, estamos nos reportando indiretamente a alguns conceitos basilares como idéias, imaginação, criatividade, inovação, invenção, design. Mas o que traduz essa terminologia?
 
Textos modernos produzidos nas mais expressivas universidades do mundo, inclusive o documento base que resultou na criação do Ministério da Economia Criativa na Inglaterra, contém exemplarmente que Criatividade é a geração de novas idéias. Criatividade é pensar em coisas novas. É expressar talento, nato ou adquirido. Inovação é a exploração bem sucedida de novas idéias. É o processo através do qual essas novas idéias são traduzidas em novos produtos, novos serviços, novas maneiras de conduzir os negócios. Inovação não é apenas produto; é um modelo de negócios. Design É o que une criatividade e inovação. O design transforma idéias tornando-as propostas práticas para usuários ou consumidores. O design pode ser definido como a criatividade aplicada a um fim específico. Temos ainda o significado de Invenção que consiste em mostrar o que e como pode ser feito. É um processo de imaginação criadora.
 
As indústrias criativas são aquelas atividades baseadas na criatividade individual, habilidade e talento. Elas têm o potencial para criar riqueza e emprego através do desenvolvimento e exploração da propriedade intelectual. Em um alcance maior, economia criativa, segundo Howkins, é o negócio das idéias – o meio através do qual novas idéias e invenções são comercializadas e vendidas. Consiste em todos os atos criativos em que o trabalho intelectual cria valor econômico.
 
A economia criativa se baseia nos ativos imateriais, no conhecimento e habilidade de cada ser humano, potencialmente geradores de crescimento socioeconômico. De acordo com a definição adotada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), “a economia criativa tem o potencial de fomentar o crescimento econômico, a criação de empregos e os ganhos de exportação, ao mesmo tempo em que promove a inclusão social, a diversidade cultural e o desenvolvimento humano”.
 
Visto que a criatividade é a força motriz principal, e não o capital, a economia criativa parece ser uma opção viável e uma estratégia de desenvolvimento mais orientada a resultados para os países em desenvolvimento. As indústrias criativas podem ser definidas como o ciclo de criação, produção e distribuição de produtos e/ou serviços comercializáveis, que usam a criatividade como insumo principal. Em outras palavras, um conjunto de atividades econômicas com base no conhecimento e que fazem uso intensivo da criatividade e do conhecimento. Elas são capazes de gerar renda por meio do comércio e dos direitos de propriedade intelectual.
 
Do programa macroeconômico de crescimento da Inglaterra consta taxativamente que o “nosso objetivo é aumentar a produtividade das indústrias criativas, a sua visibilidade e apoiar o seu desenvolvimento para que o Reino Unido possa se afirmar como o centro criativo do mundo”. Porque não importarmos esta idéia?

 

Francisco Moura, economista e consultor de empresas.

 

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